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terça-feira, 19 de maio de 2009

But than POP, it goes my heart

É engraçado como um filme pode me inspirar completamente. Letra e música foi o de hoje. Acho que todas as pessoas que tem cultura - cof, cof - já viram. Caso você não lembre o nome, é com o - incomparável, mas não melhor que o Jonhy Depp - Hugh Grant e com a -maravilhosa - Drew Barrymore. No filme, Hugh interpreta Alex Fletcher, que já foi astro da banda POP, e fez uma ou duas músicas de sucesso, mas, como tudo - como ele diz - eram negócios, no final o amigo de colegial e também vocalista, Colin, rouba as músicas da banda e faz um albúm solo, muito bom. O resto da banda se separa e Alex também lança um solo, que, segundo a rolling stone, é uma porcaria (e essa foi a melhor crítica). Depois de anos esquecido, Alex é convidado para uma participação especial no show de Cora Corman, a atual 'sensação' do pop, desde que tivesse uma música. O problema é que Alex nunca compôs na vida, então ele vai precisar de ajuda. É aí que entra Sophie Fisher - Dreeeeeeew -, que acaba de sair de um relacionamento problemático - se é que podemos chamar de relacionamento. Eles compõe a música, mostram a Cora e ela adora, só que faz algumas modificações. Sophie se indigna totalmente e quer convencer Cora de que a música estava melhor sem modificações, como a introdução budista. Alex a impede e eles discutem.

"É tudo uma negociação, ela quer vender.", foi a frase que me chocou. Por que é verdade. Hoje a indústria musical só quer vender e os artistas se vendem, fazem o que a gravadora manda. Não se trata da música inspirada, da música verdadeira. Como diz Taylor Swift "as músicas não eram sobre eles mesmos, e sim pra tocar na rádio". As letras já não importam mais, o que, para mim, é a alma musical corrompida.

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